O candidato à Presidência da República, José Serra, criticou ontem a situação da malha rodoviária federal brasileira, afirmando que o País está cheio de "estradas da morte".
Serra também atacou o que chamou de loteamento político no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e se disse favorável a uma negociação para a estadualização de BRs, com o repasse integral para os Estados dos recursos arrecadados com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) - cobrada sobre o consumo dos combustíveis.
Em visita a Belo Horizonte, Serra afirmou que nos últimos oito anos o governo arrecadou, por meio da Cide, aproximadamente R$ 65 bilhões, mas apenas 1/3 deste montante teria sido gasto em investimentos nas BRs.
Segundo ele, de cada 10 rodovias federais, oito estão "esburacadas". "Das estradas federais, de cada 10, oito não tem condições de operar. Está cheio de estrada da morte por todo lugar", afirmou.
Conforme o candidato, o DNIT é um órgão que atua sem planejamento e "por critérios puramente político-partidários". Segundo ele, "totalmente loteado entre políticos", o órgão "serve para atrapalhar". "Então, a prioridade deixa de ser o interesse nacional, público, e passa ser o interesse político daqui ou dali. Isso deve acabar", ressaltou.